quinta-feira, 13 de julho de 2017

CRF-RJ fiscaliza exercício ilegal da profissão farmacêutica

Nesta semana, fiscais Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro (CRF-RJ) e policiais civis da Delegacia do Consumidor (Decon) realizaram operação conjunta no Hospital SAMOC, em Santa Teresa, para apurar denúncia de exercício ilegal da profissão. Durante a ação, foi constatado que profissionais de outras áreas de Saúde estavam realizando funções privativas dos farmacêuticos, no período noturno.

O presidente do CRF-RJ, Dr. Marcus Athila, destaca que essa prática irregular tem que acabar. “A história do farmacêutico deve ser resgatada. Não podemos mais aceitar que outros profissionais exerçam atividades privativas do farmacêutico”, afirma.

Diante do flagrante, os profissionais de enfermagem que realizavam procedimentos referentes às funções privativas do farmacêutico, o administrador e o advogado do hospital foram conduzidos à delegacia, para prestar depoimento. Durante a fiscalização, os agentes do CRF-RJ verificaram a rotina de dispensação, armazenamento e fracionamento dos medicamentos, avalição de prescrição, uso dos mesmos no ambiente hospitalar, além de identificar os profissionais envolvidos nesses processos, cuja função é privativa do farmacêutico.

Durante a inspeção, os fiscais encontraram medicamentos sólidos, já fracionados e não identificados por paciente, assim como medicamentos na forma farmacêutica injetável, caracterizando estoque de medicamentos no local sem a presença de um farmacêutico responsável, conforme obrigatório por lei. Foi constatado ainda o acesso da equipe de enfermagem do período noturno às farmácias do hospital, o que caracteriza exercício ilegal da profissão.

A operação conjunta com a Decon é uma ação pioneira do CRF-RJ, visando coibir a prática de exercício ilegal da profissão de farmacêutico. Cabe ressaltar que, além de resguardar os profissionais farmacêuticos, esse tipo de operação visa resguardar a sociedade sobre as condições do medicamento que será consumido. Denúncias podem ser encaminhadas para o CRF-RJ pelo e-mail: denuncia.fiscalizacao@crf-rj.org.br.

terça-feira, 11 de julho de 2017

CRF-RJ realiza primeira edição do Comitê Jovem

O Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro (CRF-RJ) deu o primeiro passo, nesta terça-feira (11/07), para a implantação do projeto Comitê Jovem. O objetivo é aproximar o CRF-RJ e os acadêmicos dos cursos de graduação de Farmácia, a fim de trocar informações sobre a profissão, suas atividades e funções. O presidente do CRF-RJ, Marcus Athila, e os diretores Talita Barbosa e José Roberto Lannes Abib, participaram desse primeiro encontro.

O Comitê Jovem vai reunir estudantes voluntários, de diversas universidades do estado. Além de trocar informações sobre o exercício da profissão farmacêutica, os acadêmicos poderão encaminhar sugestões e projetos, para serem debatidos e implantados em conjunto com o CRF-RJ.

A iniciativa, pioneira no estado do Rio, visa auxiliar na preparação dos estudantes para o futuro exercício da profissão farmacêutica e para o mercado. O CRF-RJ acredita que essa troca vai refletir em profissionais mais capacitados e, consequentemente, no melhor atendimento à população.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO E AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Está em andamento um projeto de desmonte dos hospitais federais do Rio de Janeiro, que perderam milhões em investimentos e sofrem com a falta de insumos e recursos humanos. 

 
Essa situação tem levado ao fechamento progressivo de leitos e serviços, gerando aumento de sequelas e mortes, o que prejudica a assistência à população, a maior vítima do descaso dos governos. Também afeta os profissionais de saúde, que seguem sobrecarregados nas unidades, enfrentando condições estressantes, equipes reduzidas e falta de estrutura para o ético exercício das suas atividades.
 
Em meados de maio, foi entregue ao ministro da Saúde um dossiê com minucioso relatório sobre a situação de três dessas unidades federais, os hospitais de Bonsucesso, Cardoso Fontes e Andaraí, que se encontram com as emergências superlotadas, principalmente devido à falta de recursos humanos. Atualmente, 40% dos profissionais são temporários, cujos contratos estão se encerrando. Esta situação calamitosa também se estende às demais unidades federais, estaduais, municipais e aos hospitais universitários. 
 
A formação do profissional de Saúde tem sido afetada, pois centenas de residentes em treinamento nas mais diversas áreas dessas unidades, que são referência, têm sua formação restringida, ficando comprometida a qualificação de toda uma geração de profissionais especializados.
 
Por conta da deficiência de pessoal, no Andaraí, a enfermaria de Cardiologia está fechada. No Cardoso Fontes, a Clínica Médica perdeu quatro médicos estatutários de 40 horas, tendo hoje apenas três de 20 horas, o que agravou o que já era crítico. Em Bonsucesso, a equipe de enfermagem foi reduzida pela metade e mais de 20 médicos deixaram a emergência, que desde 2011 está alocada improvisadamente em contêineres, funcionando de maneira intermitente. A situação da oncologia dessas unidades é uma das mais preocupantes: os pacientes levam entre dez e doze meses para iniciar seu tratamento, o que compromete a chance de cura. No Hospital de Ipanema, o serviço de cirurgia vascular foi fechado. 
 
Em reunião com representantes do Ministério da Saúde no CREMERJ, foi confirmado que não há propostas para renovação dos contratos temporários, concursos públicos ou investimentos nas unidades federais no Rio de Janeiro.
          
É dever dos governos garantir saúde pública de qualidade e eficiente, direito garantido pela Constituição. Por essas razões, as entidades abaixo assinadas e reunidas aprovaram uma pauta de ações em defesa da rede pública, incluindo esta carta aberta.

Estamos mobilizados e atuando no Judiciário, no Legislativo e no Executivo e sociedade civil para mudar essa realidade inaceitável, melhorar as condições de trabalho e de atendimento à população. Faremos manifestações, vamos nos reunir periodicamente e lutar pelos direitos da população e dos profissionais de Saúde.

 
•  Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ)
•  Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro (CRF-RJ)
•  Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ)
•  Conselho Regional de Nutricionistas – 4ª Região (CRN-4)
•  Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ)
•  Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj)
•  Conselho Federal de Medicina (CFM)
•  Associação dos Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro (Amererj)
•  Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro (CRO-RJ)
•  Associação Médica Fluminense (AMF)
•  Escola Nacional dos Farmacêuticos e a Federação Nacional dos Farmacêuticos

Fonte:  COMANDO UNIFICADO DE SAÚDE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Comando Unificado de Saúde

O CRF-RJ segue atento à questão da crise da saúde pública e, em especial, dos hospitais federais do estado do Rio. Na tarde de hoje (29/06), o diretor do CRF-RJ, José Roberto Lannes Abib, participou de reunião com representantes dos profissionais da área de saúde sobre as ações de enfrentamento da atual situação, na sede do Cremerj. 

O CRF-RJ vai seguir participando de todas as ações, a fim de cobrar dos governantes a garantia das condições de trabalho adequadas aos profissionais da categoria e melhoria no atendimento da sociedade.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Anvisa aprova uso do Truvada na prevenção do HIV

A Anvisa aprovou uma nova indicação para a bula do Truvada.  Com isso, o medicamento poderá ser indicado, também, nos casos de pré-exposição (PrEP) ao vírus HIV-1.  A nova indicação possibilitará a redução do risco de infecção provocada pelo vírus quando adquirido sexualmente em adultos de alto risco – homens que fazem sexo com homens (HSH) –  e casais sorodiscordantes (em que apenas um possui o vírus). A nova indicação deverá ser publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (29/5).

A Agência também publicará a alteração do registro, para que o produto possa ser usado como PrEP. Hoje, o registro é apenas para o tratamento da doença, por isso será necessária a mudança para uso em prevenção.
O Truvada é uma combinação farmacológica de duas substâncias ativas: entricitabina (FTC) e fumarato de tenofovir desoproxila (TDF). A nova indicação prevê a administração do medicamento diariamente, em combinação com práticas sexuais mais seguras.
A prescrição do Truvada para a PrEP faz parte de uma estratégia abrangente de prevenção, já que, de acordo com estudos de eficácia do medicamento para esta nova indicação, nem sempre é efetivo prevenir a infecção por HIV-1 somente com a administração do medicamento.
De acordo com a nova bula, a estratégia inclui:  
- Seguir rigorosamente o esquema posológico de administração de Truvada (um comprimido uma vez ao dia por via oral, pelo tempo em que o adulto permanecer sob risco de exposição à infecção por HIV-1), administrando o medicamento independente da exposição ao risco de infecção, uma vez que os ensaios clínicos de eficácia do medicamento mostraram que o efeito protetor do medicamento está fortemente relacionado com a adesão ao uso contínuo e níveis detectáveis de Truvada no sangue;
- Aconselhar os indivíduos não infectados, em tratamento para reduzir o risco de infecção por HIV-1, sobre práticas sexuais mais seguras que incluam uso consistente e correto de preservativos, conhecimento da sua situação sobre o HIV-1 e a do parceiro.
- Realizar testes regularmente para outras infecções transmissíveis sexualmente que possam facilitar a transmissão do HIV-1, como sífilis e gonorreia;
- Informar os indivíduos não infectados em tratamento para reduzir o risco de infecção por HIV-1 sobre, e apoiar seus esforços na redução do comportamento sexual de risco.
Outro fato importante sobre o uso de Truvada é que ele deve ser administrado, no caso da estratégia de PrEP, somente em indivíduos que sejam comprovadamente HIV-1 negativos. Isto se deve ao dado de que Truvada isoladamente pode gerar o aparecimento de substituições de resistência ao vírus caso ele seja administrado em indivíduos com infecção não detectada por HIV-1, pois o Truvada administrado isoladamente não constitui um regime completo para o tratamento.
fonte: http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/truvada-podera-ser-usado-na-prevencao-do-hiv/219201?p_p_auth=UEIQ5tu9&inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fnoticias%3Fp_p_auth%3DUEIQ5tu9%26p_p_id%3D101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_dKu0997DQuKh__column-2%26p_p_col_count%3D2

sexta-feira, 19 de maio de 2017

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O primeiro autoteste para triagem do HIV foi registrado pela Anvisa nesta segunda-feira (15/5).

O primeiro autoteste para triagem do HIV foi registrado pela Anvisa nesta segunda-feira (15/5). O produto é destinado ao público em geral e poderá ser vendido em farmácias e drogarias. O nome do produto no Brasil será Action, da empresa Orangelife Comércio e Indústria.

De acordo com a documentação do processo de registro do produto, o teste funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos testes já existentes para medição de glicose por diabéticos.

Detecção de anticorpos

O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a Aids O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto. O teste funciona para os dois subtipos do vírus que provocam a Aids.

E depois do resultado, o que devo fazer?

Teste aprovado pela Anvisa demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%O autoteste aprovado pela Anvisa demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. Porém, o produto só é capaz de indicar a presença do HIV 30 dias depois da situação de exposição. A situação de exposição é o momento em que a pessoa pode ter tido contato com o vírus da Aids, pode ter sido por uma relação sexual sem proteção ou pelo compartilhamento de agulhas, por exemplo. Esse perídoo de 30 dias é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consegue detectar. Se uma nova situação acontecer após esse período um novo teste precisa ser feito, respeitando o prazo necessário para detecção e as confirmações necessárias.
  • Resultado negativo: é recomendável que o teste seja repetido 30 dias depois e outra vez depois de mais 30 até completar 120 dias após a primeira exposição. O período sempre deve ser contado a partir da última situação de risco.
  • Resultado positivo: a pessoa deve procurar um serviço de saúde do SUS, para confirmação do resultado com testes laboratoriais e encaminhamento para o tratamento gratuito adequado, se for necessário. 
A possibilidade do registro de autoteste para o HIV surgiu em 2015 quando a Anvisa regulou o tema por meio da resolução RDC 52/2015. De acordo com a regra, este tipo de teste deve trazer nas suas instruções de uso a indicação de um canal de comunicação para atendimento dos usuários que funcione 24 horas por dia e o número do Disque Saúde: 136. 
O preço do produto será definido pelo mercado, já que no Brasil não existe regulação de preços para produtos de saúde e a Anvisa, por lei, não pode fixar este valor.
O teste de farmácia para AIDS não poderá ser utilizado na seleção de doadores de sangue, já que, para isso, existem outros procedimentos.

Entenda o autoteste para HIV / AIDS

  • O teste Action traz o dispositivo de teste,  um líquido reagente, uma lanceta (específica para furar o dedo), um sachê de álcool e um capilar (um tubinho para coletar o sangue).
  • O resultado leva de 15 a 20 minutos para aparecer.
  • O teste deve ser repetido após 30 dias em caso de resultado negativo.
  • Em caso positivo o resultado deve ser confirmado em um serviço de saúde.
  • O teste é capaz de identificar o HIV 30 dias depois da possível contaminação. Se houver nova exposição (situação de risco), o teste deverá ser feito novamente respeitando este prazo.
Obs.; Duvida levantada pelo professor José Roberto Lannes Abib, ao invés de trazer um canal de comunicação para atendimento ao usuários que funcione 24 horas, não seria muito mas inteligente que o teste rápido fosse realizado na farmácia, e exclusivamente pelo profissional farmacêutico.
lembrando a todos que já existe inclusive a possibilidade de ser fazer este teste de forma gratuita e anônima em algumas unidades publicas, desta forma não concordo com o texto aprovado, e acredito que seja puro mercantilismo.