quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

A Gerência de Farmacovigilância alerta sobre o aumento do risco de câncer de pele não-melanoma decorrente do uso cumulativo de hidroclorotiazida


Identificação do produto ou caso:

Hidroclorotiazida

Problema:
Aumento do risco de câncer de pele não-melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma de células escamosas) com o uso cumulativo de hidroclorotiazida, diurético amplamente utilizado (isoladamente ou em associação com outros fármacos) para o tratamento da hipertensão arterial bem como para o controle de edemas.

Histórico:

Dados de estudos epidemiológicos demonstraram uma associação dose-dependente cumulativa entre hidroclorotiazida e o câncer de pele não-melanoma. Um estudo [1] incluiu uma população composta por 71.533 casos de carcinoma basocelular e de 8.629 casos de carcinoma de células escamosas pareados a 1.430.833 e 172.462 controles populacionais, respectivamente. Uma relação dose-resposta cumulativa clara foi observada tanto para o carcinoma basocelular como para o carcinoma de células escamosas. Outro estudo [2] mostrou uma possível associação entre câncer de lábio e a exposição à hidroclorotiazida. Ações fotossensibilizadoras da hidroclorotiazida podem atuar como um possível mecanismo para a doença.
Com base em avaliação realizada pela Anvisa e levando-se em conta as informações divulgadas por autoridade sanitária estrangeira [3] foi considerada plausível a associação entre o aumento do risco de câncer de pele não-melanoma e o uso a longo prazo de medicamentos contendo hidroclorotiazida.

Recomendações:

Solicitamos que os profissionais de saúde informem aos pacientes tratados com hidroclorotiazida sobre o risco de câncer de pele não-melanoma, especialmente aqueles pacientes que já fazem uso a longo prazo do fármaco. Os pacientes devem ser orientados a verificar regularmente a sua pele quanto a novas lesões e a notificar imediatamente ao profissional quaisquer lesões cutâneas suspeitas. A Anvisa orienta que não se interrompa o tratamento sem antes consultar o médico. Lesões cutâneas suspeitas devem ser prontamente examinadas, incluindo exame histológico de biópsias. Medidas preventivas tais como limitação da exposição à luz solar e aos raios UV podem realizadas no intuito de minimizar o risco de câncer de pele. O uso de hidroclorotiazida pode ser revisto em pacientes com histórico de câncer de pele não-melanoma.

A Anvisa solicitará a inclusão em bula das novas informações de segurança para todos medicamentos que contém o princípio ativo hidroclorotiazida que ainda não possuem tais informações.
A agência monitora continuamente os medicamentos e solicita aos profissionais de saúde e pacientes que notifiquem os eventos adversos ocorridos com o uso de qualquer medicamento. A comunicação de suspeitas de eventos adversos pelos pacientes pode ser realizada por meio do Formulário de Notificação de Eventos Adversos para o Cidadão ou ainda pelos canais disponíveis para atendimento ao cidadão: Central de Atendimento ao Público e Ouvidoria. Para o profissional de saúde, a Anvisa disponibiliza o sistema Notivisa para a realização das notificações de eventos adversos.


fonte: Site Anvisa

Área: GGMON  Número: 72018 Ano: 2018



quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O que é Candidíase? Ela é mais frequentes no verão. e devem ser tratadas com Urgencia.

O que é Candidíase?
A infecção por Candidíase é mais frequentes no verão, é uma infecção causada pelo fungo candida, geralmente causada pela candida albicans, entre 80 a 90% dos casos clinicos diagnosticado. Porém também pode ocorrer devido a outras espécies não albicans.
A Candidíase normalmente afeta os órgãos genitais femininos, mas pode ocorrer também em outras partes do corpo humano, entre elas podemos relacionar os órgãos genitais masculino, boca, unha, pela entre outros.
Tipos
O tipo de candidíase depende mais do local em que ela aparece:
Candidíase vaginal

A forma mais comum da candidíase, acomete mulheres que estejam com um sistema imunológico mais fraco ou com a flora vaginal desequilibrada. Nesses casos, o fungo, que já está presente no organismo, consegue se replicar mais, já que o corpo perde os recursos necessários para contê-lo.
Candidíase peniana (balanopostite)

Candidíase no pênis 


Não é tão comum como a candidíase vaginal, porém merece cuidados quando se manifesta. Na maioria dos casos, a vulnerabilidade no organismo causada por problemas de saúde é fator primordial para que o fungo se reproduza em excesso no homem. Diabetes e higiene precária são fatores comuns.
Candidíase oral
A candidíase oral pode ser diagnosticada em crianças, idosos, diabéticos, em adultos após o contato íntimo desprotegido e pacientes em fase de tratamentos que comprometem o sistema imunológico. Ela é caracterizada por pequenas aftas na boca e dificuldade para engolir.
Candidíase de esôfago

As esofagites de causa infecciosa causada pelo fungo Candida albicans é o mais raro dos tipos de inflamações no esôfago e predominam nos pacientes de baixa imunidade, principalmente os portadores de AIDS e câncer.

A candidíase de esôfago é mais comum em idosos e raramente acomete crianças, exceto quando há comprometimento de imunidade.
Candidíase na pele (Intertrigo)

O intertrigo candidiásico 


É uma infecção causada na pele que pode aparecer sem outros fatores associados. Ela ocorre principalmente pelo atrito entre as peles, criando assim pequenas lesões em que surge um ambiente propício (calor, umidade e alimento) para a proliferação de bactérias e fungos.

Geralmente, as partes do corpo que estão mais vulneráveis a essa doença são dobras como:
Axilas
Virilha
Nádegas
Barriga
Pescoço
Sob as mamas
Entre os dedos das mãos e dos pés
Parte interna das coxas.
Candidíase invasiva

O quadro recebe vários nomes, como candidíase disseminada ou invasiva e ocorre principalmente pessoas com um sistema imunológico enfraquecido, podendo assim atingir recém-nascidos de baixo peso e hospedeiros imunocomprometidos, ou seja, acaba sendo uma infecção mais hospitalar. Nesse caso, o fungo atinge a corrente sanguínea, podendo afetar qualquer órgão (como válvulas cardíacas, cérebro, baço, rins e olhos) e causar complicações graves.

Em casos mais graves ela pode evoluir para uma candidemia, que pode ser fatal.
Causas

O principal causador da candidíase vaginal é o fungo Candida albicans. Esse fungo já existe em pequenas quantidades no organismo da mulher e vive em equilíbrio com a flora vaginal.

No entanto, alguns fatores podem levar ao seu desequilíbrio no organismo, levando o fungo a se reproduzir e a causar sintomas. Áreas quentes e úmidas são mais propícias para o fungo se propagar. Por isso que as partes íntimas, zonas de dobra de pele e garganta e boca são mais propícias ao aparecimento do problema.

Além disso, o desequilíbrio da concentração desse fungo pode aparecer com mais facilidade em adultos ou crianças que possuem o sistema imunológico debilitado, já que são as defesas do nosso organismo que ajudam a conter seu crescimento exagerado.
Candidíase na gravidez

Na gestação ocorrem mudanças no genital, que apresenta maior vascularização local, aumento na produção de lactobacilos e mudança do PH da vagina que fica mais ácida e isso pode favorecer a proliferação de fungos e a ocorrência de candidíase.
Candidíase e sexo

A Candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST). Por isso mesmo, mulheres e homens que nunca tiveram relações sexuais podem sim ter candidíase.

No entanto, pessoas com uma fauna genital e sistema imunológico mais prejudicado podem acabar pegando a candidíase através do sexo.

Por isso, indica-se que a pessoa em tratamento para candidíase tenha uma abstinência sexual.
Fatores de risco

Diversos hábitos podem aumentar o risco do fungo Candida albicans se espalhar pelo organismo, causando a candidíase vaginal. Veja alguns deles:
Uso de antibióticos

A microbiota vaginal é formada por diversas bactérias. Algumas delas são aliadas do organismo e ajudam a conter as bactérias e fungos que podem ser nocivos. No entanto, antibióticos de largo espectro - aqueles que são eficazes contra uma ampla gama de bactérias - podem matar essas bactérias saudáveis na sua vagina, o que pode levar ao crescimento de leveduras, como o fungo da candidíase vaginal.
Aumento dos níveis de estrogênio

Infecções fúngicas parecem ocorrer mais frequentemente em mulheres com aumento dos níveis de estrogênio - por exemplo, em mulheres que estão grávidas, que tomam altas doses de pílulas de estrogênio ou que fazem terapia hormonal de estrógeno.
Consumo excessivo de doces e carboidratos em geral

Os carboidratos propiciam o crescimento do fungo da candidíase vaginal de duas formas. A primeira é através da alteração do pH, que se torna mais ácido, logo é um ambiente muito mais propício para que a Candida se prolifere.

Além disso, a glicose também serve como alimento para esse fungo, portanto quando ela está em excesso no sangue, pode ajudar no aparecimento da candidíase vaginal.

Por isso, pessoas com diabetes também podem apresentar mais crises recorrentes de candidíase vaginal (além dos outros tipos).
Sexo sem proteção

Embora a candidíase não seja considerada uma DST, ela pode ser transmitida por meio do contato sexual, principalmente para as genitálias e boca.
Locais e roupas úmidos

O fungo a candidíase prefere locais úmidos, por isso a vagina é um local tão comum para essa infecção. Frequentar piscinas, ficar muito tempo com roupas de banho molhadas ou mesmo não secar corretamente a região genital pode propiciar uma candidíase vaginal.
Outros fatores que interferem no sistema imunológico
Dormir mal ou pouco
Ingestão insuficiente de vitaminas e minerais, consequência de uma dieta pouco equilibrada
Alto nível de estresse
Gripes fortes
Diabetes
Imunossupressa~o por medicamentos
Uso de drogas.
Sintomas
Sintomas de Candidíase

Os sintomas da candidíase também podem variar de acordo com os diferentes locais afetados:


Sintomas da candidíase vaginal


A candidíase vaginal costuma causar principalmente um corrimento esbranquiçado. Veja a lista de principais sintomas:
Coceira na área vaginal
Dor e vermelhidão na área vaginal
Corrimento vaginal branco e agrupado, parecido com queijo cottage
Relações sexuais dolorosas.
Sintomas da candidíase peniana
Coceira, ardência e inchaço na ponta do pênis
Relações sexuais dolorosas
Ardência ao urinar
Feridas (rachaduras) na pele do pênis
Corrimento branco e agrupado
Odor forte.
Sintomas da candidíase oral
Vermelhidão, ardência e desconforto na boca
Dor e dificuldade para engolir
Manchas brancas dentro da boca e na língua
Rachaduras no canto da boca.
Sintomas da candidíase de esôfago
Dor ao engolir
Dor no peito
Náuseas e vômito
Dor abdominal
Perda do apetite.
Sintomas da candidíase na pele
Vermelhidão na região das dobras
Escurecimento da pele nesta região, com formação de erosão e crostas
Descamação
Coceira e queimação na região das dobras
Saída de líquidos nas lesões.
Sintomas da candidíase invasiva
Febre
Emissão de urina turva
Dor de cabeça
Vômitos
Articulações inflamadas.
Buscando ajuda médica

Caso você apresente coceira, dor e vermelhidão na área genital, aliadas ou não de corrimento vaginal branco e espesso, procure um ginecologista imediatamente.
Diagnóstico e Exames
Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar uma candidíase vaginal são:
Ginecologista
Clínico geral.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
Quais são seus sintomas vaginais?
Você nota um odor vaginal mais forte do que o comum?
Há quanto tempo você apresenta estes sintomas?
Você já tratou alguma infecção vaginal?
Você usou antibióticos recentemente?
Você é sexualmente ativa?
Você está grávida
Que medicamentos ou vitaminas você toma regularmente?.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para candidíase, algumas perguntas básicas incluem:
Como posso prevenir infecções fúngicas?
Quais sintomas eu devo observar?
Preciso tomar algum medicamento?
Preciso tomar algum medicamento?
O que eu faço se meus sintomas retornarem após o tratamento?
O meu parceiro (a) também precisa ser testado?
Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
Diagnóstico de Candidíase
Como identificar se é candidíase mesmo?

A candidíase tem sintomas muito semelhantes a outros problemas de saúde, por isso o único jeito de confirmar é fazer um exame de cultura da região afetada, para verificar se a infecção é causada por fungo e que fungo é esse. Veja a seguir o diagnóstico específico de cada tipo:
Diagnóstico da candidíase vaginal

O diagnóstico da candidíase vaginal começa a ser feito com o histórico do paciente, como infecções vaginais passadas e também se a paciente já teve alguma DST.

O próximo passo é um exame físico. O ginecologista usa um espéculo para segurar as paredes vaginais para visualizar melhor a vagina e o colo do útero. Ele também pode colher amostras de corrimento para análise laboratorial.

O outro passo é justamente essa análise do corrimento vaginal. Se as infecções por candidíase vaginal forem recorrentes, o médico pode inclusive pedir uma análise mais detalhada.
Diagnóstico da candidíase peniana

O diagnóstico da candidíase peniana começa a ser feito com o histórico do paciente, como infecções vaginais passadas e também se a paciente já teve alguma DST.

Depois são feitos os exames para observar as condições do pênis.
Diagnóstico da candidíase oral ou esofágica

É preciso fazer um exame de cultura de escarro e da boca para verificar a ocorrência do problema.
Diagnóstico do intertrigo

O diagnóstico do intertrigo é feito com base na observação dos sintomas da doença e através de exames como:
Raspagem da pele e exame KOH (hidróxido de potássio) para eliminar uma infecção por fungo
Lâmpada de Wood (luz negra) para eliminar uma infecção bacteriana chamada eritrasma
Biopsia da pele, que pode ser necessária em casos mais raropara confirmar o diagnóstico.

Também é indicada a realização de exame de sangue para o diagnóstico mais preciso, principalmente, para verificar se o indivíduo não está com diabetes. O intertrigo pode ser um dos sintomas iniciais da diabetes.
Diagnóstico da candidíase invasiva

Nesses casos os exames de cultura de escarro, boca, vagina, urina, fezes, ou pele não significa necessariamente infecção invasiva e progressiva. É preciso realizar exames de cultura do fungo no sangue, fluido pericárdio ou mesmo amostras de tecidos retiradas em biópsias para confirmar o diagnóstico.
Tratamento e Cuidados
Tratamento de Candidíase

O tratamento da candidíase, seja onde for sua localização, normalmente consiste no uso de pomadas antifúngicas ou medicamentos antimicóticos de uso local. No entanto, existem situações mais difíceis que denominamos como candidíase recorrente, onde será necessária a mudança da terapia e do estilo de vida.
Tratamento para candidíase recorrente

Vale a pena conversar e ser examinado pelo seu médico para determinar se existem fatores de risco (ex.: uso de corticoides, infecção pelo HIV, diabetes etc).


Os medicamentos mais usados para o tratamento de candidíase são:
Canditrat
Cetoconazol
Clindamin-C
Clocef
Clotrimazol
Colpatrin
Colpistatin
Daktarin
Fentizol
Flogo Rosa
Fluconazol
Gino-Canesten
Gynazole-1
Gyno-Icaden
Gynopac
Icaden
Itraconazol
Nistatina (creme)
Nistatina (solução)
Nitrato de Miconazol (creme vaginal).

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.
Convivendo (prognóstico)
Candidíase tem cura?

De acordo com o ginecologista Fabiano Sakae Kuteken, a candidíase possui cura sim, mas os testes de cura so´ estão indicados apo´s tratamento de infecções persistentes na~o-albicans, tendo pelo menos duas culturas negativas com uma semana apo´s o tratamento e intervalo de pelo menos uma semana entre as duas tomadas. Lembrando que existem pacientes que têm a cândida na flora vaginal, mas são assintomáticos.
Convivendo/ Prognóstico

Uma vez que você for diagnosticado com candidíase, é importante manter alguns cuidados, como:
Evitar o consumo de bebidas alcoólicas
Não fumar
Manter-se sempre hidratado
Evitar relações sexuais durante a fase inicial do tratamento
Usar preservativo em todas as relações sexuais
Evitar alimentos ricos em açucares e gordura
Usar cuecas de algodão largas para ajudar a manter a pele e o pênis seco e fresco
Evitar roupas quentes, apertadas ou molhadas
Usar o medicamento pelo tempo necessário definido pelo médico, pois o tratamento incompleto pode gerar a Candidíase recorrente.
Alimentos que pioram o quadro

Um dos fatores que desencadeiam os sintomas de candidíase é a alimentação. "O fungo precisa de um ambiente ácido para se reproduzir, e alimentos ricos em carboidratos simples, gorduras e proteínas animais contribuem para essa acidez", explica o nutrólogo Roberto Navarro. Veja alguns alimentos que podem atrapalhar a recuperação da candidíase:
Carboidratos simples
Frutas e vegetais ricos em açúcar e amido
Proteínas animais
Carnes processadas
Amendoim e outras oleaginosas
Bebidas alcoólicas.

Entenda como esses alimentos podem piorar a candidíase e por quanto tempo evitar!
Complicações possíveis

Quando a candidíase vaginal não é tratada corretamente, ela pode se tornar um quadro persistente, tendo quadros de repetição em intervalos cada vez menores de tempo.
Saiba mais: 7 dúvidas sobre candidíase que toda mulher precisa saber

Em casos mais sérios, em que existe depressão do sistema imunológico, a candidíase é capaz de atingir órgãos vitais, e inclusive, gerar complicações nos rins, pulmões e levar a óbito.

Especialistas respondem sobre complicações da candidíase:
Candidíase recorrente pode provocar mioma?
Candidíase pode afetar a ovulação? E impedir que a pessoa engravide?
Prevenção
Prevenção

A maioria dos casos de candidíase, incluindo a vaginal, pode ser evitada mantendo a pele limpa e seca, utilizando antibióticos apenas com orientação médica, e seguindo um estilo de vida saudável, incluindo alimentação adequada. Pessoas com diabetes devem tentar manter o açúcar no sangue sob controle. Se você tem HIV ou outra doença que favoreça episódios recorrentes de candidíase, o uso contínuo de drogas antifúngicas pode ajudar a minimizar crises.

Fazer a higiene íntima regularmente, preferir roupas com tecidos de algodão e evitar peças justas, além de evitar o uso contínuo de absorventes internos também ajudam a evitar a candidíase vaginal. Usar camisinha em todas as relações sexuais também evita que você seja infectado.
Saiba mais: Agora faça o teste: você sabe mesmo se proteger da candidíase?
Referências

(1) Ministério da Saúde

(2) Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo

(3) Manuais MDS

(4) Ginecologista Fabio Laginha (CRM-SP 42141)

(5) Urologista Valter Javaroni (CRM RJ-52575160)

(6) Urologista Diogo Mendes (CRM DF-6439)

(7) Gastroenterologista Maira Marzinotto (CRM SP-124994)

(8) Dermatologista Angélica Pimenta (CRM-SP 120.847)

(9) Ginecologista Renato Tomioka (CRM-SP 130201)

(10) Ginecologista Melissa Ganam Antoun Guedes (CRM-MG 40145)

(11) Ginecologista Vania Carolina Pereira Stancka (CRM-SP 136342)

(12) Fabio Sakae Kuteken, ginecologista da Rede de Hospitais São Camilo de SP
fonte e texto: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/candidiase

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Veja na integra o posicionamento oficial das Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) sobre rastreio de câncer de próstata

O documento foi elaborado para esclarecer informações divulgadas por uma operadora de planos de saúde que podem levar a interpretações equivocadas sobre este importante tema.



Segue o texto na íntegra (versão em PDF):

Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) – Rastreio de Câncer de Próstata

É reconhecido que o rastreio universal do câncer de próstata pelo exame digital retal e pela medida do antígeno prostático específico (PSA) no sangue é controverso e que a literatura traz dados conflitantes, especialmente com relação aos prejuízos potenciais versus impacto na mortalidade.

O PSA é o marcador mais utilizado para diagnóstico de câncer de próstata, mas sua utilidade clínica foi questionada devido à sua baixa especificidade, especialmente quando em níveis entre 2 e 10 ng/mL. A utilização do PSA em larga escala estaria propiciando o sobrediagnóstico e indução ao tratamento excessivo, uma vez que alguns casos de câncer que não evoluiriam de forma agressiva, não colocando a vida do paciente em risco. Esta situação se deve, principalmente, ao fato de que a medida isolada do PSA não fornece informação suficiente para se avaliar o grau de agressividade do eventual tumor existente.



Realmente, em 2012, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (US Preventive Services Task Force – USPSTF), se manifestou contra a medição do PSA com a finalidade de triagem populacional para o câncer de próstata, para homens de qualquer idade. Naquela ocasião, a USPSTF baseou suas recomendações nos resultados conjuntos de dois estudos: o European Randomized Study of Screening for Prostate Cancer (ERSPC)1 e o US Prostate, Lung, Colorectal and Ovarian Cancer Screening Trial (PLCO)2. Estes estudos indicavam que a triagem com a medida de PSA podia prevenir a morte por câncer de próstata de um número muito reduzido de pacientes, sempre havendo o risco da ocorrência de resultados falso positivos.

Em 2017, porém, a USPSTF publicou novas recomendações, indicando que, mesmo os médicos não especialistas, devem apresentar aos homens com idade entre 55 e 69 anos os potenciais riscos e benefícios envolvidos no rastreio do câncer de próstata e apenas realizar a triagem naqueles que, após esclarecimentos, desejarem realizar o teste. Esta nova posição é consistente com as orientações oferecidas pela American Urological Association (AUA) e pela American Cancer Society (ACS)3.

Mais recentemente, em maio de 2018, a própria USPSTF4 reconheceu que ensaios clínicos randomizados mostram que os programas de rastreamento baseados na medida do PSA em homens com idade entre 55 e 69 anos podem evitar cerca de 2 mortes por câncer de próstata a cada 1000 homens testados. Os programas de triagem também podem prevenir cerca de 3 casos de câncer de próstata metastático por 1000 homens testados. É importante referir que casos de câncer mestastático é condição clínica muito mais delicada, exigindo cuidados específicos, mais custosos e reduzida chance de cura, perda de qualidade de vida e elevada taxa de mortalidade.

Os danos potenciais da triagem incluem eventuais resultados falso-positivos. O que tem sido supervalorizado, no entanto, são os danos do tratamento cirúrgico (prostatectomia) os quais incluem disfunção erétil, incontinência urinária e sintomas intestinais. Cerca de um em cada cinco homens que se submetem à prostatectomia radical desenvolvem incontinência urinária e dois em três homens experimentam disfunção erétil a longo prazo.

A partir destas informações, a USPSTF concluiu que, para homens com idades entre 55 e 69 anos, a decisão de se submeter à triagem periódica baseada na medida do PSA deve ser individual e deve incluir a discussão dos possíveis benefícios e danos da triagem com seu médico. Ao determinar se o exame é apropriado em casos individuais, os pacientes e médicos devem considerar o equilíbrio de benefícios e danos com base na história familiar, raça/etnia, condições médicas e comorbidades.

Cabe lembrar que este intervalo etário é relativo a indivíduos sem história familiar de câncer de próstata e que não está recomendado o rastreamento em homens com 70 anos de idade ou mais.

A baixa especificidade do PSA total estimulou a pesquisa de novos marcadores que pudessem complementa-lo para o diagnóstico precoce daqueles cânceres, além de, eventualmente, caracterizar os processos que apresentassem comportamento mais agressivo.

Com a finalidade de melhorar o poder diagnóstico deste marcador, Catalona apresentou o conceito de Densidade do PSA5. Este parâmetro consiste na relação matemática entre a concentração do PSA sérico e o volume prostático, avaliado por ultrassom transretal. O racional deste conceito é que indivíduos com glândula prostática maior poderiam ter concentrações mais elevadas de PSA em circulação.

Outro recurso é considerar a Velocidade do PSA6, que é a variação da concentração do marcador ao longo do tempo. Aceita-se como adequada uma elevação na concentração do PSA da ordem de 0,35 ng/dL por ano, quando o PSA total estiver entre 4,1 e 10,0 ng/mL.

A relação PSA livre sobre PSA total acrescenta especificidade ao diagnóstico de câncer de próstata. O racional deste conceito se baseia na observação de que pacientes com hiperplasia benigna da próstata produzem mais PSA livre do que os pacientes com processos neoplásicos. Dessa forma, a relação PSA livre/total é menor em casos de adenocarcinoma.

Recursos diagnósticos mais atuais incluem a dosagem de isoformas do PSA, especialmente da PSA [-2] proPSA, identificada como p2PSA, que tem sido proposta como auxiliar para melhorar a detecção de câncer prostático nos pacientes com PSA total entre 2 e 10 ng/mL7 e exame digital retal normal8.

Adicionalmente, foi desenvolvido um índice denominado PHI, do inglês Prostate Health Index, que relaciona, matematicamente os resultados das medidas da isoforma p2PSA, do PSA total e da fração livre do PSA9.

O PHI é calculado pela fórmula (p2PSA / fPSA × √tPSA). Os valores de p2PSA e o PHI são maiores em pacientes com câncer prostático do que nos pacientes com hiperplasia prostática benigna e com prostatite8 e alguns estudos têm mostrado que tanto o p2PSA como o PHI estão associados à maior probabilidade de o câncer ser mais agressivo10, podendo este exame indicar ou contraindicar a realização de biópsias em até 30% dos casos.

Referências

Schröder FH, and Bangma CH – The European Randomized Study of Screening for Prostate Cancer (ERSPC) British J Urology. 1997; 79(1):68- 71.

Andriole GL, Crawford ED, Grubb 3rd, Buys SS, Chia D, Church TR, et al. – Prostate Cancer Screening in the Randomized Prostate, Lung, Colorectal, and Ovarian Cancer Screening Trial: Mortality Results after 13 Years of Follow-up.J Natl Cancer Inst. 2012; 104(2):125-32. https://doi.org/10.1093/jnci/djr500.

Ong M, Mandl KD – Trends in prostate-specific antigen screening and prostate cancer interventions 3 years after the U.S. Preventive Services Task Force recommendation. Ann Intern Med. 2017; 166:451-2.

Grossman DC, Curry SJ, Owens DK, Bibbins-Domingo K, Caughey AB, Davidson KW – US Preventive Services Task Force – Screening for Prostate Cancer: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. 2018; 319(18):1901-13. doi: 10.1001/jama.2018.3710.

Catalona WJ, Partin AW, Slawin KM, Brawer MK, Flanigan RC, Patel A, et al. – Use of the percentage of free prostatic-specific antigen to enhance differentiation of prostate cancer from benign prostatic disease. JAMA. 1998; 279:1542-7.

Carter HB, Ferrucci L, Kettermann A, Landis P, Wright EJ, Epstein JI, et al. -Detection of life-threatening prostate cancer with prostate-specific antigen velocity during a window of curability. J Natl Cancer Inst.2006; 98(21):1521-7.

Hori S, Blanchet, JS, McLoughlin J – From prostate-specific antigen (PSA) to precursor PSA (proPSA) isoforms: a review of the emerging role of proPSAs in the detection and management of early prostate cancer. BJU Int. 2013; 112:717–28.

Lazzeri M, Abrate A, Lughezzani G, Gadda GM, Freschi M, Mistretta F, et al. – Relationship of chronic histologic prostatic inflammation in biopsy specimens with serum isoform [−2] proPSA (p2PSA), %p2PSA, and prostate health index in men with a total prostate-specific antigen of 4–10 ng/ml and normal digital rectal examination. Urology. 2014;83: 606-12.

Loeb S and Catalona WJ – The Prostate Health Index: a new test for the detection of prostate cancer. Ther Adv Urol. 2014;6(2):74–7. doi: 10.1177/1756287213513488.

Wang W, Wang M, Wang L, Adams TS, Tian Y & Xu J – Diagnostic ability of %p2PSA and prostate health index for aggressive prostate cancer: a meta-analysis. Scientific reports 2014 | 4: 5012 |DOI:10.1038/srep05012.

Novembro/2018

Publicado em 14/11/2018

fonte SBPC/ML: http://www.sbpc.org.br/noticias-e-comunicacao/posicionamento-da-sbpcml-e-sbu-sobre-rastreio-de-cancer-de-prostata/

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Laborafe/PDC, acaba de conquistar de forma consecutiva nos últimos 27 anos a certificação máxima "EXCELENTE"

O Laboratório de Análises Clinicas da Unigranrio, o Laborafe/PDC, acaba de conquistar de forma consecutiva nos últimos 27 anos a certificação máxima "EXCELENTE" no Programa Nacional de Controle de Qualidade - PNCQ.



O Laborafe/PDC não para de crescer, hoje possui além do laboratório central, localizado no Campus I da Unigranrio em Duque de Caxias, mantém dois outros postos de coletas, um dentro da POLICLÍNICA DUQUE DE CAXIAS - PDC de Duque de Caxias e o outro nas dependências da  PDC da Barra da Tijuca, para o próximo ano (2019) já esta previsto a abertura de mais um posto de coleta do Laborafe/PDC, desta vez dentro do Campus da Unigranrio em Santa Cruz da Serra.

Foto: LABORAFE/PDC da Barra da Tijuca. 
A qualidade é fruto de constantes investimentos em tecnologias de pontas e de profissionais altamente qualificados, justifica o Prof. José Roberto Lannes Abib, que esta na direção do Laborafe/PDC há 27 anos.
Não podemos deixar de lembrar e agradecer aos profissionais que com dedicação, comprometimento e muito trabalho conquistaram esta certificação, meu muito obrigado a toda a família Laborafe/PDC. 

Farmacêuticos:

* Dra Alessandra Nascimento da Silva
* Dra Amanda de Melo Souza
* Dra Clarisse Macedo Mota
* Dra Gabriela de Oliveira Evaristo
* Dr José Roberto Lannes Abib
* Dra Jussara Braz de Oliveira
* Dra. Natalia Dantas do Vale de Lima
* Dra Rosangela Oliveira Damasceno

Biólogo:

* Carlos Eduardo Pontes Graça

Equipe de Apoio administrativo:

* Crislainy Alves de Barros 
* Raquel Venâncio Malheiros
* Sabrina Rangel Lima

Endereços :

* Campus I da Unigranrio, entrada pela Rua General Venâncio Flores S/N - TEL 2672-7728
* PDC Barra da Tijuca, Avenida Ayrton Senna, 3383 - Barra da Tijuca - TEL 3780-2500
* PDC Duque de Caxias, Avenida Brigadeiro Lima e Silva, 1783 - 25 de Agosto TEL: 3780-2500



quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Procedimentos que utilizam silicone industrial em pacientes são considerados crimes contra a saúde pública

Procedimentos que utilizam silicone industrial em pacientes são considerados crimes contra a saúde pública e podem levar à morte.



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe o uso de silicone industrial na utilização de procedimentos estéticos. O silicone industrial não deve nunca ser utilizado no corpo humano e tem como finalidade a limpeza de carros e peças de avião, impermeabilização de azulejos, vedação de vidros, entre outras utilidades. Porém, o desvio de sua correta utilização, servindo como material para cirurgia plástica, por exemplo, é considerado crime e pode causar sérios riscos à saúde.

O silicone atende a uma vasta gama de aplicações industriais, comerciais e estética, razão pela qual existem diferentes apresentações do produto, que variam em forma e consistência.

Para aplicações estéticas, o silicone original é matéria-prima para inúmeros tipos de próteses e implantes (nunca na forma líquida) que precisam ser aprovados pela Anvisa e que devem ser manipulados por pessoas especializadas, habilitadas, e em hospitais com a estrutura necessária para atender o paciente da forma mais segura possível.

Riscos

O silicone dito industrial, que tem aspecto oleoso, se injetado no organismo pode gerar diversas anomalias, seja na hora da aplicação ou com o passar dos anos, como deformações, dores, dificuldades para caminhar, infecção generalizada, embolia pulmonar e, até mesmo, a morte.

Crime

A aplicação ilegal do silicone industrial no corpo humano é considerada crime contra a saúde pública previsto no Código Penal – exercício ilegal da medicina, curandeirismo e lesão corporal.

Orientação

A orientação para quem aplicou silicone industrial no próprio corpo é a de procurar um médico, mesmo que ainda não tenha sentido qualquer sintoma. Somente um médico especialista pode avaliar a gravidade de cada caso.

Uso profissional

Cabe ao profissional habilitado determinar a maneira mais adequada e segura para realizar o procedimento cirúrgico e avaliar as orientações técnicas de uso correto do produto. 

Certificação

Vale ressaltar que todos os produtos usados em procedimentos médicos e estéticos em comercialização no Brasil precisam ter registro na Anvisa, órgão responsável pela avaliação quanto à segurança, eficácia e qualidade dos itens. Somente após a análise técnica, esses produtos são liberados para venda e o uso, visando a proteção do paciente e do consumidor. Sem essa certificação, o produto se torna irregular no país.

Como saber se um produto é aprovado?

Para saber se um produto é registrado e aprovado no Brasil, consulte o sistema de produtos regularizados ou entre em contato com a central de atendimento pelo telefone 0800-6429782 ou por um dos Canais de Atendimento da Anvisa para esclarecer questões relacionadas a medicamentos, insumos farmacêuticos, cosméticos, alimentos, entre diversos outros temas.

Denúncia

Caso suspeite do uso de produtos utilizados de maneira incorreta, o cidadão pode entrar em contato com a Anvisa por meio da Ouvidoria da Anvisa.

Para a Ouvidoria da Anvisa, as denúncias sem a identificação do denunciante são consideradas anônimas. Diferente das anônimas, as denúncias sigilosas são aquelas em que os dados de identificação do denunciante são mantidos em sigilo. Para que a Ouvidoria garanta esse direito, é preciso que o denunciante solicite ou marque a opção de confidencialidade ao preencher o formulário do Anvis@tende ou do Folder Postal.

Obs.: Prof Jose Roberto Lannes Abib, lembra que é extremamente importante que todos os cidadãos e principalmente os profissionais de saúde, faça sempre as denuncias de forma clara e objetiva, demostrando claramente as irreguladas e onde ela esta sendo praticadas e ou anunciadas. 

fonte:http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/risco-a-saude-silicone-industrial-para-uso-estetico/219201?p_p_auth=NpEjtWfe&inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fnoticias%3Fp_p_auth%3DNpEjtWfe%26p_p_id%3D101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_2YnjNEiayjMr__column-1%26p_p_col_count%3D1

terça-feira, 26 de junho de 2018

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) vai debater na terça-feira (26/6) as dificuldades para aquisição de alguns medicamentos especiais para doenças raras. O Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e representantes dos laboratórios Alexion Pharmaceuticals, Sanofi-Genzyme e Shire foram convidados para a audiência pública, que ocorrerá a partir das 14h.

A iniciativa foi do senador Humberto Costa (PT-PE), que recebeu diversas queixas relativas à compra de medicamentos pelo Ministério da Saúde, assim como problemas de liberação junto à Anvisa.
Os preços cobrados pelos laboratórios também foram criticados: o Aldurazyme, por exemplo, fabricado pela Sanofi-Genzyme e indicado para tratar a Mucopolissacaridose, custa mais de R$ 2.700 a caixa pela internet. Segundo o senador, a finalidade da audiência é justamente discutir essa questão com os principais envolvidos:
- Temos de debater a grave situação sobre a compra do medicamentos para doenças raras. E, neste caso específico, o Aldurazyme (laronidase), o Myozyme (alfa-alglicosidase) e o Fabrazyme (beta-agalsidase).
Existem cerca de 13 milhões de pessoas com doenças raras no Brasil, segundo pesquisa da pesquisa da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa. São males como a Esclerose Lateral Amiotrófica (doença degenerativa do físico Stephen Hawking), o Hipotireoidismo Congênito (que causa uma forma de nanismo), a Doença de Pompe (mal genético que causa hipertrofia cardíaca na infância), a Fibrose Cística do Pâncreas ou do Pulmão e até mesmo a Doença Celíaca (intolerância ao glúten).
Estima-se que haja 7 mil doenças raras diagnosticadas, sendo 80% delas de origem genética. E vários dos pacientes dessas doenças no Brasil somente conseguem tratamento após recorrerem à Justiça contra o Estado.
Como acompanhar e participar?
Portal e-Cidadania:
Alô Senado (0800-612211) 

Departamento de Comunicação CRF-SP

fonte: http://www.crfsp.org.br/noticias/9759-medicamento-raras.html

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Anvisa aprova novo medicamento para o tratamento de Hepatite C

As opções de tratamento de Hepatite C ganharam reforço com a aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do registro de mais um medicamento no Brasil. O novo produto é o Maviret (glecaprevir/pibrentasvir), que será comercializado na forma farmacêutica de comprido revestido, com concentração de 100mg e40mg. O medicamento é indicado para o tratamento da Hepatite C (genótipos 1, 2, 3, 4, 5 e 6) em pacientes com e sem cirrose. A aprovação do registro foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), nessa segunda-feira (16/4).



O Maviret será fabricado pela empresa Fournier Laboratories Ireland Ltd., localizada na Irlanda, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa Abbvie Farmacêutica Ltda.
Sobre a doença

A infecção viral por Hepatite C, conhecida por provocar inflamação do fígado, é um problema global de saúde, com uma estimativa de 170 milhões de indivíduos cronicamente infectados. Não existe vacina contra a doença, por isso, o caminho é a prevenção

De acordo com informações do Ministério da Saúde, a Hepatite C é causada pelo vírus C (HCV) no sangue. Entre as causas de transmissão estão a transfusão de sangue e o compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, entre outros), para higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings.

Embora sejam formas mais raras, a transmissão da doença também pode ocorrer da mãe infectada para o filho, durante a gravidez, e por sexo sem camisinha com uma pessoa infectada.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, quando a infecção pelo HCV persiste por mais de seis meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma crônica. Cerca de 20% dos infectados cronicamente pelo HCV podem evoluir para cirrose hepática e cerca de 1% a 5% para câncer de fígado.
fonte:
http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-o-tratamento-de-hepatite-c/219201?p_p_auth=EU4hiaLQ&inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fnoticias%3Fp_p_auth%3DEU4hiaLQ%26p_p_id%3D101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_dKu0997DQuKh__column-2%26p_p_col_count%3D1