segunda-feira, 13 de julho de 2020

Perguntas e respostas: medicamentos para o combate à COVID-19 Confira os principais questionamentos recebidos pela Anvisa sobre os medicamentos utilizados para a prevenção e o tratamento da COVID-19 e pesquisas clínicas conduzidas até o momento.

1. O que a Anvisa tem feito para ajudar a população no acesso a medicamentos para o combate ao Coronavírus? 

Resposta: A Anvisa tem adotado medidas para ampliar as opções de prevenção e tratamento da doença e evitar o desabastecimento de produtos. Publicamos a RDC 348/2020, que flexibilizou as provas necessárias para aprovação de medicamentos e vacinas. Na prática, a medida possibilita o acesso mais rápido a esses produtos, com a garantia de que tenham mais benefício do que riscos de efeitos colaterais. Além disso, a Anvisa é membro do ICH, um fórum internacional de agências reguladoras de vários países: Estados Unidos (US-FDA), Europa (EMA), Japão (PMDA) e Canadá (Health Canada). Isso permite o compartilhamento de informações e dados. Estamos em contato direto com essas agências para atualizar as informações sobre o combate ao vírus. 

2. Quais os medicamentos aprovados pela Anvisa para o tratamento da COVID-19? 

Resposta: Os medicamentos atualmente aprovados são utilizados para tratamento dos principais sintomas da doença, como antitérmicos e analgésicos. Para casos em que há infecções associadas, recomenda-se usar agentes antimicrobianos (antibióticos). Os sintomas da doença são: 
• febre 
• tosse 
• dificuldade para respirar 
• dor na garganta 
• congestão nasal 
• Cefaleia (dor de cabeça) 
• Mialgia (dores no corpo) 
• Mal estar Essas orientações de tratamento estão previstas no Protocolo de Manejo Clínico para o Novo Coronavírus do Ministério da Saúde. 

3. Existem pesquisas clínicas sendo conduzidas para encontrar vacinas ou medicamentos para a cura?

Resposta: Sim. A Anvisa tem acompanhado de perto as pesquisas clínicas conduzidas em países como Estados Unidos, China, Japão, Coréia do Sul, Itália entre outros. Avaliamos diariamente os dados compartilhados e também estamos auxiliando com informações. A Anvisa também trabalha junto às empresas brasileiras e toma medidas como 
• flexibilização e simplificação de regulamentos 
• aconselhamento e orientação 
• assistência técnica Isso tudo para ajudar a acelerar quaisquer ensaios clínicos que possam ser apropriados para a descoberta de vacinas ou medicamentos necessários para o combate à doença.

 4. Ouvi falar que o FDA aprovou a cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento da COVID19. Por que a Anvisa não aprova também? 

Resposta: É importante esclarecer que o FDA não aprovou esses medicamentos para o tratamento dessa doença. Em seu último comunicado à imprensa, o FDA esclarece que “tem trabalhado em estreita colaboração com outras agências governamentais e centros acadêmicos que estão investigando o uso da droga cloroquina, já aprovada para o tratamento da malária, lúpus e artrite reumatóide, para determinar se pode ser usada no tratamento de pacientes com COVID-19 leve a moderadas para reduzir potencialmente a duração dos sintomas, bem como a disseminação viral, o que pode ajudar a impedir a propagação da doença. Estudos estão em andamento para determinar a eficácia do uso de cloroquina no tratamento do COVID-19”. Os estudos conduzidos até o momento têm um número de pacientes muito reduzido e ainda é arriscado afirmar que vai funcionar para todas as pessoas. Mais dados precisam ser coletados, de maneira adequada, para haver certeza de que vai funcionar. Nós da Anvisa elaboramos uma Nota Técnica com os principais resultados obtidos até o momento para determinar a eficácia desses medicamentos. A Anvisa, da mesma forma que o FDA, não recomenda o uso indiscriminado desse medicamento, sem a confirmação de que realmente funciona. 

5. Posso usar cloroquina e hidroxicloroquina mesmo assim? 

Resposta: O uso de medicamentos sem orientação médica e sem provas de que realmente está indicado para a doença traz uma série de riscos. No caso desses medicamentos, os principais problemas (eventos adversos) são: 

• Distúrbios do sangue e do sistema linfático: depressão da medula óssea, anemia (redução no número de células vermelhas do sangue), anemia aplástica (forma de anemia na qual a medula óssea falha em produzir números adequados de elementos do sangue), agranulocitose (diminuição de alguns tipos de leucócitos do sangue), leucopenia (redução das células brancas do sangue), trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas sanguíneas). 
• Distúrbios do sistema imune: urticária (erupção na pele, geralmente de origem alérgica que causa coceira), angioedema (inchaço em região subcutânea ou em mucosas, geralmente de origem alérgica), broncoespasmo (contração dos brônquios, que pode ocasionar chiado no peito). 
• Distúrbios de metabolismo e nutrição: anorexia (perda de apetite), hipoglicemia (diminuição da taxa de açúcar no sangue). Pode exacerbar o quadro de porfiria (grupo de doenças metabólicas). 
• Distúrbios psiquiátricos: labilidade emocional (mudança rápida de humor), nervosismo, psicose, comportamento suicida. 
• Distúrbios do sistema nervoso: dor de cabeça, tontura, convulsões (contração involuntária dos músculos) têm sido reportadas com esta classe de medicamentos. 
Distúrbios extrapiramidais (relacionados à coordenação e controle dos movimentos), como distonia (contrações musculares involuntárias), discinesia (movimentos involuntários anormais do corpo), tremor 
• Distúrbios oculares: visão borrada devido a distúrbios de acomodação que é dose dependente e reversível, retinopatia (doença da retina), com alterações na coloração e do campo visual. Na sua forma precoce, elas parecem ser reversíveis com a descontinuação da hidroxicloroquina. Caso o tratamento não seja suspenso a tempo existe risco de progressão da retinopatia, mesmo após a suspensão do mesmo. Pacientes com alterações retinianas podem ser inicialmente assintomáticos (sem sintomas), ou podem apresentar escotomas (perda total ou parcial da clareza ou nitidez da visão) visuais paracentral e pericentral do tipo anular, escotomas temporais e visão anormal das cores. Já foram relatadas alterações na córnea incluindo opacificação (perda da transparência) e inchaço. Tais alterações podem ser assintomáticas, ou podem causar distúrbios tais como halos, visão borrada ou fotofobia (sensibilidade à luz): casos de maculopatia e degeneração macular foram reportados e podem ser irreversíveis. 
• Distúrbios de audição e labirinto: vertigem (tontura), zumbido, perda de audição. 
• Distúrbios cardíacos: cardiomiopatia (doença do coração) que pode resultar em insuficiência cardíaca e em alguns casos podendo ser fatal. Toxicidade crônica deve ser considerada quando ocorrerem distúrbios de condução (dificuldade da passagem do estímulo elétrico) (bloqueio de ramo/bloqueio átrio-ventricular) bem como hipertrofia biventricular (espessamento da parede dos ventrículos). A suspensão do tratamento leva à recuperação. 
• Distúrbios gastrointestinais: dor abdominal, náusea, diarreia, vômito. 
• Distúrbios hepatobiliares: alterações dos testes da função do fígado, insuficiência hepática fulminante (redução grave da função do fígado). 
Distúrbios de pele e tecido subcutâneo: erupção cutânea (da pele), prurido (coceira), alterações da cor na pele e nas membranas mucosas, descoloração do cabelo, alopecia (perda de cabelo), erupções bolhosas, incluindo eritema multiforme (manchas vermelhas planas ou elevadas, bolhas, ulcerações que podem acometer todo o corpo), síndrome de Stevens – Johnson (forma grave de reação alérgica caracterizada por bolhas em mucosas e grandes áreas do corpo) e necrólise epidérmica tóxica (quadro grave, caracterizado por erupção generalizada com bolhas rasas extensas e áreas de necrose epidérmica, à semelhança de grande queimadura, resultante principalmente de uma reação tóxica a vários medicamentos), rash medicamentoso com eosinofilia e sintomas sistêmicos (erupção cutânea com aumento de eosinófilos no sangue), fotossensibilidade, dermatite esfoliativa (alteração da pele acompanhada de descamação), pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA) (doença da pele geralmente induzida por droga, acompanhada de febre). PEGA deve ser diferenciada de psoríase (doença inflamatória da pele), embora a hidroxicloroquina possa precipitar crises de psoríase. Pode estar associada com febre e hiperleucocitose (contagem elevada de células brancas no sangue). 
Distúrbios muscoloesqueléticos e tecidos conjuntivos: distúrbios motores sensoriais, miopatia (problema no sistema muscular) dos músculos esqueléticos ou neuromiopatia (problema que ataca ao mesmo tempo o sistema nervoso e os músculos) levando à fraqueza progressiva e atrofia (diminuição no tamanho) do grupo de músculos proximais. A miopatia pode ser reversível com a suspensão do tratamento, mas a recuperação pode durar alguns meses. Estudos de diminuição dos reflexos tendinosos (movimentos reflexos desencadeados pela percussão de um tendão muscular) e anormalidade na condução nervosa. 

6. A Anvisa proibiu a venda de cloroquina e hidroxicloroquina nas farmácias? 

Resposta: Não. A Anvisa não emitiu nenhum comunicado ou fez recomendações de recolhimento ou proibição de venda desses produtos. A única orientação é que só as pessoas que receberam indicação médica de uso comprem os produtos. 

7. Esses medicamentos podem faltar? 

Resposta: Sim. Além de todos os riscos acima, é importante destacar que a compra indiscriminada de medicamentos não-indicados para o uso pode resultar em desabastecimento para os pacientes que realmente precisam da medicação. 

8. O que a Anvisa está fazendo para evitar que os estoques de cloroquina e hidroxicloroquina acabem nas farmácias? 

Resposta: A Anvisa aumentou o controle sobre o tipo de receita exigido para a compra desses medicamentos. Antes era exigida somente a receita médica comum, sem retenção, e agora passou a ser exigida a Receita de Controle Especial em duas vias. Uma das vias fica retida na farmácia ou drogaria para controle da vigilância sanitária. A quantidade que cada pessoa pode comprar também será limitada: 5 unidades (no caso de ampolas) ou quantidade de medicamento para o tratamento correspondente a no máximo 60 dias (para as demais formas farmacêuticas). 

9. O paciente que já possuía receita de cloroquina e hidroxicloroquina antes da mudança, irá conseguir comprar o medicamento? 

Resposta: Sim, durante o período de 30 dias as farmácias e drogarias poderão aceitar tanto a receita médica comum como a Receita de Controle Especial em duas vias. 

10. Existem outros medicamentos promissores? 

Resposta: Os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos iniciaram um estudo controlado randomizado (que é um tipo de teste usado para medicamentos) para o tratamento de pacientes com COVID-19 com o medicamento antiviral remdesivir. Até o momento, a agência já concedeu a cerca de 250 pacientes o acesso a este medicamento. Os dados coletados podem contribuir para o entendimento sobre o medicamento, mas são necessários ensaios clínicos controlados para determinar se são seguros e eficazes para o tratamento da infecção por COVID-19. Outros medicamentos como o favipiravir, arbidol, lopinavir/ritonavir e tocilizumabe estão sob experimentação, mas também precisam de resultados mais robustos. Quanto às vacinas, um estudo clínico inicial avaliou uma vacina em investigação desenvolvida para o COVID-19. O estudo é conduzido pelo Kaiser Permanente Washington Health Research Institute (KPWHRI), em Seattle, nos Estados Unidos.

11. Existem estudos clínicos conduzidos no Brasil? Como posso ter acesso a esses medicamentos promissores? 

Resposta: Não existem estudos sendo conduzidos no Brasil para esses medicamentos. A Resolução RDC 38, de 12 de agosto de 2013 estabelece o programa de uso compassivo. Esse programa permite a doação de medicamentos novos ou promissores que ainda não têm registro na Anvisa a pacientes com doenças debilitantes graves e/ou que ameacem a vida e sem alternativa terapêutica satisfatória com produtos registrados no país.

Fonte: texto copiado na integra da pagina da ANVISA:

Laborafe teste Rápido para COVID-19 IgM/IgG, por R$ 128,00 reais





O Laboratório de Análises Clinicas da Unigranrio o Laborafe, juntamente com o posto de coleta situado na PDC/Caxias, estão realizando teste Rápido para  COVID-19 IgM/IgG, por R$ 128,00 reais, sem necessidade de agendamento e resultado na hora.
Os exames podem ser realizados conforme as informações abaixo, e não é necessário jejum. Endereços abaixo:
Laborafe - Laboratório de Análises Clínicas da Unigranrio:
Rua General Venâncio Flores, S/Nº, no Estacionamento da Unigranrio
Tel. (21) 2672-7732
Segunda a sexta-feira.
Horário das 7h às 16h.
PDC Saúde - Duque de Caxias:
Av. Brigadeiro Lima e Silva, 1783 - Bairro 25 de Agosto - Duque de Caxias
Tel. (21) 3780-2500
Segunda à sexta-feira.
Horário das 7h às 16h.
Obs: O exame de sangue quantitativo para sorologia para COVID-19 IgM/IgG no sangue, com resultado em até 3 dias uteis R$ 225,00 reais.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Laboratório de Analises Clínicas da Unigranrio o Laborafe, completa 29 anos de excelência laboratorial










     O Laboratorio de Analises Clinicas da Unigranrio o Laborafe, possui uma logomarca que é sinônimo de excelência laboratorial em Duque de Caxias, pois é assim que e avaliado pelo Programa Nacional de Controle de Qualidade - PNCQ, nós últimos 29 anos consecutivos.

Nestes últimos anos a Unigranrio investiu na expansão do Laborafe através de 2 novos postos de coleta, dentro das unidades da PDC em Duque de Caxias e na Barra da Tijuca.

Segundo o diretor do Laborafe, Prof. José Roberto Lannes Abib, há 33 anos à frente desse laboratório, 100% dos exames, são realizados e analisados internamente, por profissionais de nível superior, como farmacêuticos bioquímicos e ou pós-graduados em Analises Clinicas, além de contar com apoio de acadêmicos dos cursos de Farmácia e Biomedicina da Unigranrio. Prof. José Roberto, que é conselheiro e membro da Comissão Parlamentar do CRF-RJ, acrescenta outra informação importante: “Os discentes dos cursos de Farmácias e Biomedicina, são continuamente supervisionados pelos profissionais do Laborafe, desta forma são preparados para atuarem no mercado de trabalho com ética, confiabilidade e qualidade no atendimento à população de Duque de Caxias e da Baixada Fluminense.

O Laborafe está sempre em busca de novas tecnologias e iniciamos o ano  2020  incorporando a tecnologia da Ortho Clinical Diagnostcs através do equipamento Vitros 4.600 de última geração e que utiliza química seca,  não necessitando utilizar água para realizar as dosagens, proporcionando exames precisos além de uma grande economia de água. Desta forma estaremos contribuído na preservação do nosso meio ambiente.


Estamos prontos para oferecer a nossa comunidade exames de qualidade, utilizado-se da mais alta tecnologia laboratorial disponível e com profissionais qualificados e treinados.



O Laborafe é fruto de constantes investimentos realizado pela UNIGRANRIO com o intuito de oferecer campo de estágio aos seus acadêmicos e serviços de primeira para sua comunidade, através do SUS e particulares no Campus I, com entrada pela rua General Venâncio Flores S/Nº, telefone 2672-7728. Particulares e convênios na PDC Barra da Tijuca, Avenida Ayrton Senna 3383 - Barra da Tijuca telefone 3780-2500 e PDC Duque de Caxias, Avenida Brigadeiro Lima e Silva, 1783 - 25 de Agosto,  telefone 3780-2500.



Equipe Técnica Laborafe:

Direção Geral Prof. José Roberto Lannes Abib

Corpo Clinico: 

=> Dra Rosangela Oliveira Damasceno
=> Dra Alessandra Nascimento da Silva
=> Dra Amanda de Melo Souza
=> Dra Jussara Braz de Oliveira
=> Dra Natalia Dantas do Vale de Lima
=> Dr. José Roberto Lannes Abib
=> Carlos Eduardo Pontes Graça

Equipe de Apoio:

=> Sabrina Rangel Lima
=> Crislainy Alves de Barros

Postos de Coletas:

PDC Duque de Caxias

=> Dra Clarisse Macedo Mota

PDC Barra da Tijuca 

=>Dra Gabriela de Oliveira Evaristo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

A Gerência de Farmacovigilância alerta sobre o aumento do risco de câncer de pele não-melanoma decorrente do uso cumulativo de hidroclorotiazida


Identificação do produto ou caso:

Hidroclorotiazida

Problema:
Aumento do risco de câncer de pele não-melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma de células escamosas) com o uso cumulativo de hidroclorotiazida, diurético amplamente utilizado (isoladamente ou em associação com outros fármacos) para o tratamento da hipertensão arterial bem como para o controle de edemas.

Histórico:

Dados de estudos epidemiológicos demonstraram uma associação dose-dependente cumulativa entre hidroclorotiazida e o câncer de pele não-melanoma. Um estudo [1] incluiu uma população composta por 71.533 casos de carcinoma basocelular e de 8.629 casos de carcinoma de células escamosas pareados a 1.430.833 e 172.462 controles populacionais, respectivamente. Uma relação dose-resposta cumulativa clara foi observada tanto para o carcinoma basocelular como para o carcinoma de células escamosas. Outro estudo [2] mostrou uma possível associação entre câncer de lábio e a exposição à hidroclorotiazida. Ações fotossensibilizadoras da hidroclorotiazida podem atuar como um possível mecanismo para a doença.
Com base em avaliação realizada pela Anvisa e levando-se em conta as informações divulgadas por autoridade sanitária estrangeira [3] foi considerada plausível a associação entre o aumento do risco de câncer de pele não-melanoma e o uso a longo prazo de medicamentos contendo hidroclorotiazida.

Recomendações:

Solicitamos que os profissionais de saúde informem aos pacientes tratados com hidroclorotiazida sobre o risco de câncer de pele não-melanoma, especialmente aqueles pacientes que já fazem uso a longo prazo do fármaco. Os pacientes devem ser orientados a verificar regularmente a sua pele quanto a novas lesões e a notificar imediatamente ao profissional quaisquer lesões cutâneas suspeitas. A Anvisa orienta que não se interrompa o tratamento sem antes consultar o médico. Lesões cutâneas suspeitas devem ser prontamente examinadas, incluindo exame histológico de biópsias. Medidas preventivas tais como limitação da exposição à luz solar e aos raios UV podem realizadas no intuito de minimizar o risco de câncer de pele. O uso de hidroclorotiazida pode ser revisto em pacientes com histórico de câncer de pele não-melanoma.

A Anvisa solicitará a inclusão em bula das novas informações de segurança para todos medicamentos que contém o princípio ativo hidroclorotiazida que ainda não possuem tais informações.
A agência monitora continuamente os medicamentos e solicita aos profissionais de saúde e pacientes que notifiquem os eventos adversos ocorridos com o uso de qualquer medicamento. A comunicação de suspeitas de eventos adversos pelos pacientes pode ser realizada por meio do Formulário de Notificação de Eventos Adversos para o Cidadão ou ainda pelos canais disponíveis para atendimento ao cidadão: Central de Atendimento ao Público e Ouvidoria. Para o profissional de saúde, a Anvisa disponibiliza o sistema Notivisa para a realização das notificações de eventos adversos.


fonte: Site Anvisa

Área: GGMON  Número: 72018 Ano: 2018



quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O que é Candidíase? Ela é mais frequentes no verão. e devem ser tratadas com Urgencia.

O que é Candidíase?
A infecção por Candidíase é mais frequentes no verão, é uma infecção causada pelo fungo candida, geralmente causada pela candida albicans, entre 80 a 90% dos casos clinicos diagnosticado. Porém também pode ocorrer devido a outras espécies não albicans.
A Candidíase normalmente afeta os órgãos genitais femininos, mas pode ocorrer também em outras partes do corpo humano, entre elas podemos relacionar os órgãos genitais masculino, boca, unha, pela entre outros.
Tipos
O tipo de candidíase depende mais do local em que ela aparece:
Candidíase vaginal

A forma mais comum da candidíase, acomete mulheres que estejam com um sistema imunológico mais fraco ou com a flora vaginal desequilibrada. Nesses casos, o fungo, que já está presente no organismo, consegue se replicar mais, já que o corpo perde os recursos necessários para contê-lo.
Candidíase peniana (balanopostite)

Candidíase no pênis 


Não é tão comum como a candidíase vaginal, porém merece cuidados quando se manifesta. Na maioria dos casos, a vulnerabilidade no organismo causada por problemas de saúde é fator primordial para que o fungo se reproduza em excesso no homem. Diabetes e higiene precária são fatores comuns.
Candidíase oral
A candidíase oral pode ser diagnosticada em crianças, idosos, diabéticos, em adultos após o contato íntimo desprotegido e pacientes em fase de tratamentos que comprometem o sistema imunológico. Ela é caracterizada por pequenas aftas na boca e dificuldade para engolir.
Candidíase de esôfago

As esofagites de causa infecciosa causada pelo fungo Candida albicans é o mais raro dos tipos de inflamações no esôfago e predominam nos pacientes de baixa imunidade, principalmente os portadores de AIDS e câncer.

A candidíase de esôfago é mais comum em idosos e raramente acomete crianças, exceto quando há comprometimento de imunidade.
Candidíase na pele (Intertrigo)

O intertrigo candidiásico 


É uma infecção causada na pele que pode aparecer sem outros fatores associados. Ela ocorre principalmente pelo atrito entre as peles, criando assim pequenas lesões em que surge um ambiente propício (calor, umidade e alimento) para a proliferação de bactérias e fungos.

Geralmente, as partes do corpo que estão mais vulneráveis a essa doença são dobras como:
Axilas
Virilha
Nádegas
Barriga
Pescoço
Sob as mamas
Entre os dedos das mãos e dos pés
Parte interna das coxas.
Candidíase invasiva

O quadro recebe vários nomes, como candidíase disseminada ou invasiva e ocorre principalmente pessoas com um sistema imunológico enfraquecido, podendo assim atingir recém-nascidos de baixo peso e hospedeiros imunocomprometidos, ou seja, acaba sendo uma infecção mais hospitalar. Nesse caso, o fungo atinge a corrente sanguínea, podendo afetar qualquer órgão (como válvulas cardíacas, cérebro, baço, rins e olhos) e causar complicações graves.

Em casos mais graves ela pode evoluir para uma candidemia, que pode ser fatal.
Causas

O principal causador da candidíase vaginal é o fungo Candida albicans. Esse fungo já existe em pequenas quantidades no organismo da mulher e vive em equilíbrio com a flora vaginal.

No entanto, alguns fatores podem levar ao seu desequilíbrio no organismo, levando o fungo a se reproduzir e a causar sintomas. Áreas quentes e úmidas são mais propícias para o fungo se propagar. Por isso que as partes íntimas, zonas de dobra de pele e garganta e boca são mais propícias ao aparecimento do problema.

Além disso, o desequilíbrio da concentração desse fungo pode aparecer com mais facilidade em adultos ou crianças que possuem o sistema imunológico debilitado, já que são as defesas do nosso organismo que ajudam a conter seu crescimento exagerado.
Candidíase na gravidez

Na gestação ocorrem mudanças no genital, que apresenta maior vascularização local, aumento na produção de lactobacilos e mudança do PH da vagina que fica mais ácida e isso pode favorecer a proliferação de fungos e a ocorrência de candidíase.
Candidíase e sexo

A Candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST). Por isso mesmo, mulheres e homens que nunca tiveram relações sexuais podem sim ter candidíase.

No entanto, pessoas com uma fauna genital e sistema imunológico mais prejudicado podem acabar pegando a candidíase através do sexo.

Por isso, indica-se que a pessoa em tratamento para candidíase tenha uma abstinência sexual.
Fatores de risco

Diversos hábitos podem aumentar o risco do fungo Candida albicans se espalhar pelo organismo, causando a candidíase vaginal. Veja alguns deles:
Uso de antibióticos

A microbiota vaginal é formada por diversas bactérias. Algumas delas são aliadas do organismo e ajudam a conter as bactérias e fungos que podem ser nocivos. No entanto, antibióticos de largo espectro - aqueles que são eficazes contra uma ampla gama de bactérias - podem matar essas bactérias saudáveis na sua vagina, o que pode levar ao crescimento de leveduras, como o fungo da candidíase vaginal.
Aumento dos níveis de estrogênio

Infecções fúngicas parecem ocorrer mais frequentemente em mulheres com aumento dos níveis de estrogênio - por exemplo, em mulheres que estão grávidas, que tomam altas doses de pílulas de estrogênio ou que fazem terapia hormonal de estrógeno.
Consumo excessivo de doces e carboidratos em geral

Os carboidratos propiciam o crescimento do fungo da candidíase vaginal de duas formas. A primeira é através da alteração do pH, que se torna mais ácido, logo é um ambiente muito mais propício para que a Candida se prolifere.

Além disso, a glicose também serve como alimento para esse fungo, portanto quando ela está em excesso no sangue, pode ajudar no aparecimento da candidíase vaginal.

Por isso, pessoas com diabetes também podem apresentar mais crises recorrentes de candidíase vaginal (além dos outros tipos).
Sexo sem proteção

Embora a candidíase não seja considerada uma DST, ela pode ser transmitida por meio do contato sexual, principalmente para as genitálias e boca.
Locais e roupas úmidos

O fungo a candidíase prefere locais úmidos, por isso a vagina é um local tão comum para essa infecção. Frequentar piscinas, ficar muito tempo com roupas de banho molhadas ou mesmo não secar corretamente a região genital pode propiciar uma candidíase vaginal.
Outros fatores que interferem no sistema imunológico
Dormir mal ou pouco
Ingestão insuficiente de vitaminas e minerais, consequência de uma dieta pouco equilibrada
Alto nível de estresse
Gripes fortes
Diabetes
Imunossupressa~o por medicamentos
Uso de drogas.
Sintomas
Sintomas de Candidíase

Os sintomas da candidíase também podem variar de acordo com os diferentes locais afetados:


Sintomas da candidíase vaginal


A candidíase vaginal costuma causar principalmente um corrimento esbranquiçado. Veja a lista de principais sintomas:
Coceira na área vaginal
Dor e vermelhidão na área vaginal
Corrimento vaginal branco e agrupado, parecido com queijo cottage
Relações sexuais dolorosas.
Sintomas da candidíase peniana
Coceira, ardência e inchaço na ponta do pênis
Relações sexuais dolorosas
Ardência ao urinar
Feridas (rachaduras) na pele do pênis
Corrimento branco e agrupado
Odor forte.
Sintomas da candidíase oral
Vermelhidão, ardência e desconforto na boca
Dor e dificuldade para engolir
Manchas brancas dentro da boca e na língua
Rachaduras no canto da boca.
Sintomas da candidíase de esôfago
Dor ao engolir
Dor no peito
Náuseas e vômito
Dor abdominal
Perda do apetite.
Sintomas da candidíase na pele
Vermelhidão na região das dobras
Escurecimento da pele nesta região, com formação de erosão e crostas
Descamação
Coceira e queimação na região das dobras
Saída de líquidos nas lesões.
Sintomas da candidíase invasiva
Febre
Emissão de urina turva
Dor de cabeça
Vômitos
Articulações inflamadas.
Buscando ajuda médica

Caso você apresente coceira, dor e vermelhidão na área genital, aliadas ou não de corrimento vaginal branco e espesso, procure um ginecologista imediatamente.
Diagnóstico e Exames
Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar uma candidíase vaginal são:
Ginecologista
Clínico geral.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
Quais são seus sintomas vaginais?
Você nota um odor vaginal mais forte do que o comum?
Há quanto tempo você apresenta estes sintomas?
Você já tratou alguma infecção vaginal?
Você usou antibióticos recentemente?
Você é sexualmente ativa?
Você está grávida
Que medicamentos ou vitaminas você toma regularmente?.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para candidíase, algumas perguntas básicas incluem:
Como posso prevenir infecções fúngicas?
Quais sintomas eu devo observar?
Preciso tomar algum medicamento?
Preciso tomar algum medicamento?
O que eu faço se meus sintomas retornarem após o tratamento?
O meu parceiro (a) também precisa ser testado?
Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
Diagnóstico de Candidíase
Como identificar se é candidíase mesmo?

A candidíase tem sintomas muito semelhantes a outros problemas de saúde, por isso o único jeito de confirmar é fazer um exame de cultura da região afetada, para verificar se a infecção é causada por fungo e que fungo é esse. Veja a seguir o diagnóstico específico de cada tipo:
Diagnóstico da candidíase vaginal

O diagnóstico da candidíase vaginal começa a ser feito com o histórico do paciente, como infecções vaginais passadas e também se a paciente já teve alguma DST.

O próximo passo é um exame físico. O ginecologista usa um espéculo para segurar as paredes vaginais para visualizar melhor a vagina e o colo do útero. Ele também pode colher amostras de corrimento para análise laboratorial.

O outro passo é justamente essa análise do corrimento vaginal. Se as infecções por candidíase vaginal forem recorrentes, o médico pode inclusive pedir uma análise mais detalhada.
Diagnóstico da candidíase peniana

O diagnóstico da candidíase peniana começa a ser feito com o histórico do paciente, como infecções vaginais passadas e também se a paciente já teve alguma DST.

Depois são feitos os exames para observar as condições do pênis.
Diagnóstico da candidíase oral ou esofágica

É preciso fazer um exame de cultura de escarro e da boca para verificar a ocorrência do problema.
Diagnóstico do intertrigo

O diagnóstico do intertrigo é feito com base na observação dos sintomas da doença e através de exames como:
Raspagem da pele e exame KOH (hidróxido de potássio) para eliminar uma infecção por fungo
Lâmpada de Wood (luz negra) para eliminar uma infecção bacteriana chamada eritrasma
Biopsia da pele, que pode ser necessária em casos mais raropara confirmar o diagnóstico.

Também é indicada a realização de exame de sangue para o diagnóstico mais preciso, principalmente, para verificar se o indivíduo não está com diabetes. O intertrigo pode ser um dos sintomas iniciais da diabetes.
Diagnóstico da candidíase invasiva

Nesses casos os exames de cultura de escarro, boca, vagina, urina, fezes, ou pele não significa necessariamente infecção invasiva e progressiva. É preciso realizar exames de cultura do fungo no sangue, fluido pericárdio ou mesmo amostras de tecidos retiradas em biópsias para confirmar o diagnóstico.
Tratamento e Cuidados
Tratamento de Candidíase

O tratamento da candidíase, seja onde for sua localização, normalmente consiste no uso de pomadas antifúngicas ou medicamentos antimicóticos de uso local. No entanto, existem situações mais difíceis que denominamos como candidíase recorrente, onde será necessária a mudança da terapia e do estilo de vida.
Tratamento para candidíase recorrente

Vale a pena conversar e ser examinado pelo seu médico para determinar se existem fatores de risco (ex.: uso de corticoides, infecção pelo HIV, diabetes etc).


Os medicamentos mais usados para o tratamento de candidíase são:
Canditrat
Cetoconazol
Clindamin-C
Clocef
Clotrimazol
Colpatrin
Colpistatin
Daktarin
Fentizol
Flogo Rosa
Fluconazol
Gino-Canesten
Gynazole-1
Gyno-Icaden
Gynopac
Icaden
Itraconazol
Nistatina (creme)
Nistatina (solução)
Nitrato de Miconazol (creme vaginal).

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.
Convivendo (prognóstico)
Candidíase tem cura?

De acordo com o ginecologista Fabiano Sakae Kuteken, a candidíase possui cura sim, mas os testes de cura so´ estão indicados apo´s tratamento de infecções persistentes na~o-albicans, tendo pelo menos duas culturas negativas com uma semana apo´s o tratamento e intervalo de pelo menos uma semana entre as duas tomadas. Lembrando que existem pacientes que têm a cândida na flora vaginal, mas são assintomáticos.
Convivendo/ Prognóstico

Uma vez que você for diagnosticado com candidíase, é importante manter alguns cuidados, como:
Evitar o consumo de bebidas alcoólicas
Não fumar
Manter-se sempre hidratado
Evitar relações sexuais durante a fase inicial do tratamento
Usar preservativo em todas as relações sexuais
Evitar alimentos ricos em açucares e gordura
Usar cuecas de algodão largas para ajudar a manter a pele e o pênis seco e fresco
Evitar roupas quentes, apertadas ou molhadas
Usar o medicamento pelo tempo necessário definido pelo médico, pois o tratamento incompleto pode gerar a Candidíase recorrente.
Alimentos que pioram o quadro

Um dos fatores que desencadeiam os sintomas de candidíase é a alimentação. "O fungo precisa de um ambiente ácido para se reproduzir, e alimentos ricos em carboidratos simples, gorduras e proteínas animais contribuem para essa acidez", explica o nutrólogo Roberto Navarro. Veja alguns alimentos que podem atrapalhar a recuperação da candidíase:
Carboidratos simples
Frutas e vegetais ricos em açúcar e amido
Proteínas animais
Carnes processadas
Amendoim e outras oleaginosas
Bebidas alcoólicas.

Entenda como esses alimentos podem piorar a candidíase e por quanto tempo evitar!
Complicações possíveis

Quando a candidíase vaginal não é tratada corretamente, ela pode se tornar um quadro persistente, tendo quadros de repetição em intervalos cada vez menores de tempo.
Saiba mais: 7 dúvidas sobre candidíase que toda mulher precisa saber

Em casos mais sérios, em que existe depressão do sistema imunológico, a candidíase é capaz de atingir órgãos vitais, e inclusive, gerar complicações nos rins, pulmões e levar a óbito.

Especialistas respondem sobre complicações da candidíase:
Candidíase recorrente pode provocar mioma?
Candidíase pode afetar a ovulação? E impedir que a pessoa engravide?
Prevenção
Prevenção

A maioria dos casos de candidíase, incluindo a vaginal, pode ser evitada mantendo a pele limpa e seca, utilizando antibióticos apenas com orientação médica, e seguindo um estilo de vida saudável, incluindo alimentação adequada. Pessoas com diabetes devem tentar manter o açúcar no sangue sob controle. Se você tem HIV ou outra doença que favoreça episódios recorrentes de candidíase, o uso contínuo de drogas antifúngicas pode ajudar a minimizar crises.

Fazer a higiene íntima regularmente, preferir roupas com tecidos de algodão e evitar peças justas, além de evitar o uso contínuo de absorventes internos também ajudam a evitar a candidíase vaginal. Usar camisinha em todas as relações sexuais também evita que você seja infectado.
Saiba mais: Agora faça o teste: você sabe mesmo se proteger da candidíase?
Referências

(1) Ministério da Saúde

(2) Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo

(3) Manuais MDS

(4) Ginecologista Fabio Laginha (CRM-SP 42141)

(5) Urologista Valter Javaroni (CRM RJ-52575160)

(6) Urologista Diogo Mendes (CRM DF-6439)

(7) Gastroenterologista Maira Marzinotto (CRM SP-124994)

(8) Dermatologista Angélica Pimenta (CRM-SP 120.847)

(9) Ginecologista Renato Tomioka (CRM-SP 130201)

(10) Ginecologista Melissa Ganam Antoun Guedes (CRM-MG 40145)

(11) Ginecologista Vania Carolina Pereira Stancka (CRM-SP 136342)

(12) Fabio Sakae Kuteken, ginecologista da Rede de Hospitais São Camilo de SP
fonte e texto: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/candidiase

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Veja na integra o posicionamento oficial das Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) sobre rastreio de câncer de próstata

O documento foi elaborado para esclarecer informações divulgadas por uma operadora de planos de saúde que podem levar a interpretações equivocadas sobre este importante tema.



Segue o texto na íntegra (versão em PDF):

Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) – Rastreio de Câncer de Próstata

É reconhecido que o rastreio universal do câncer de próstata pelo exame digital retal e pela medida do antígeno prostático específico (PSA) no sangue é controverso e que a literatura traz dados conflitantes, especialmente com relação aos prejuízos potenciais versus impacto na mortalidade.

O PSA é o marcador mais utilizado para diagnóstico de câncer de próstata, mas sua utilidade clínica foi questionada devido à sua baixa especificidade, especialmente quando em níveis entre 2 e 10 ng/mL. A utilização do PSA em larga escala estaria propiciando o sobrediagnóstico e indução ao tratamento excessivo, uma vez que alguns casos de câncer que não evoluiriam de forma agressiva, não colocando a vida do paciente em risco. Esta situação se deve, principalmente, ao fato de que a medida isolada do PSA não fornece informação suficiente para se avaliar o grau de agressividade do eventual tumor existente.



Realmente, em 2012, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (US Preventive Services Task Force – USPSTF), se manifestou contra a medição do PSA com a finalidade de triagem populacional para o câncer de próstata, para homens de qualquer idade. Naquela ocasião, a USPSTF baseou suas recomendações nos resultados conjuntos de dois estudos: o European Randomized Study of Screening for Prostate Cancer (ERSPC)1 e o US Prostate, Lung, Colorectal and Ovarian Cancer Screening Trial (PLCO)2. Estes estudos indicavam que a triagem com a medida de PSA podia prevenir a morte por câncer de próstata de um número muito reduzido de pacientes, sempre havendo o risco da ocorrência de resultados falso positivos.

Em 2017, porém, a USPSTF publicou novas recomendações, indicando que, mesmo os médicos não especialistas, devem apresentar aos homens com idade entre 55 e 69 anos os potenciais riscos e benefícios envolvidos no rastreio do câncer de próstata e apenas realizar a triagem naqueles que, após esclarecimentos, desejarem realizar o teste. Esta nova posição é consistente com as orientações oferecidas pela American Urological Association (AUA) e pela American Cancer Society (ACS)3.

Mais recentemente, em maio de 2018, a própria USPSTF4 reconheceu que ensaios clínicos randomizados mostram que os programas de rastreamento baseados na medida do PSA em homens com idade entre 55 e 69 anos podem evitar cerca de 2 mortes por câncer de próstata a cada 1000 homens testados. Os programas de triagem também podem prevenir cerca de 3 casos de câncer de próstata metastático por 1000 homens testados. É importante referir que casos de câncer mestastático é condição clínica muito mais delicada, exigindo cuidados específicos, mais custosos e reduzida chance de cura, perda de qualidade de vida e elevada taxa de mortalidade.

Os danos potenciais da triagem incluem eventuais resultados falso-positivos. O que tem sido supervalorizado, no entanto, são os danos do tratamento cirúrgico (prostatectomia) os quais incluem disfunção erétil, incontinência urinária e sintomas intestinais. Cerca de um em cada cinco homens que se submetem à prostatectomia radical desenvolvem incontinência urinária e dois em três homens experimentam disfunção erétil a longo prazo.

A partir destas informações, a USPSTF concluiu que, para homens com idades entre 55 e 69 anos, a decisão de se submeter à triagem periódica baseada na medida do PSA deve ser individual e deve incluir a discussão dos possíveis benefícios e danos da triagem com seu médico. Ao determinar se o exame é apropriado em casos individuais, os pacientes e médicos devem considerar o equilíbrio de benefícios e danos com base na história familiar, raça/etnia, condições médicas e comorbidades.

Cabe lembrar que este intervalo etário é relativo a indivíduos sem história familiar de câncer de próstata e que não está recomendado o rastreamento em homens com 70 anos de idade ou mais.

A baixa especificidade do PSA total estimulou a pesquisa de novos marcadores que pudessem complementa-lo para o diagnóstico precoce daqueles cânceres, além de, eventualmente, caracterizar os processos que apresentassem comportamento mais agressivo.

Com a finalidade de melhorar o poder diagnóstico deste marcador, Catalona apresentou o conceito de Densidade do PSA5. Este parâmetro consiste na relação matemática entre a concentração do PSA sérico e o volume prostático, avaliado por ultrassom transretal. O racional deste conceito é que indivíduos com glândula prostática maior poderiam ter concentrações mais elevadas de PSA em circulação.

Outro recurso é considerar a Velocidade do PSA6, que é a variação da concentração do marcador ao longo do tempo. Aceita-se como adequada uma elevação na concentração do PSA da ordem de 0,35 ng/dL por ano, quando o PSA total estiver entre 4,1 e 10,0 ng/mL.

A relação PSA livre sobre PSA total acrescenta especificidade ao diagnóstico de câncer de próstata. O racional deste conceito se baseia na observação de que pacientes com hiperplasia benigna da próstata produzem mais PSA livre do que os pacientes com processos neoplásicos. Dessa forma, a relação PSA livre/total é menor em casos de adenocarcinoma.

Recursos diagnósticos mais atuais incluem a dosagem de isoformas do PSA, especialmente da PSA [-2] proPSA, identificada como p2PSA, que tem sido proposta como auxiliar para melhorar a detecção de câncer prostático nos pacientes com PSA total entre 2 e 10 ng/mL7 e exame digital retal normal8.

Adicionalmente, foi desenvolvido um índice denominado PHI, do inglês Prostate Health Index, que relaciona, matematicamente os resultados das medidas da isoforma p2PSA, do PSA total e da fração livre do PSA9.

O PHI é calculado pela fórmula (p2PSA / fPSA × √tPSA). Os valores de p2PSA e o PHI são maiores em pacientes com câncer prostático do que nos pacientes com hiperplasia prostática benigna e com prostatite8 e alguns estudos têm mostrado que tanto o p2PSA como o PHI estão associados à maior probabilidade de o câncer ser mais agressivo10, podendo este exame indicar ou contraindicar a realização de biópsias em até 30% dos casos.

Referências

Schröder FH, and Bangma CH – The European Randomized Study of Screening for Prostate Cancer (ERSPC) British J Urology. 1997; 79(1):68- 71.

Andriole GL, Crawford ED, Grubb 3rd, Buys SS, Chia D, Church TR, et al. – Prostate Cancer Screening in the Randomized Prostate, Lung, Colorectal, and Ovarian Cancer Screening Trial: Mortality Results after 13 Years of Follow-up.J Natl Cancer Inst. 2012; 104(2):125-32. https://doi.org/10.1093/jnci/djr500.

Ong M, Mandl KD – Trends in prostate-specific antigen screening and prostate cancer interventions 3 years after the U.S. Preventive Services Task Force recommendation. Ann Intern Med. 2017; 166:451-2.

Grossman DC, Curry SJ, Owens DK, Bibbins-Domingo K, Caughey AB, Davidson KW – US Preventive Services Task Force – Screening for Prostate Cancer: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. 2018; 319(18):1901-13. doi: 10.1001/jama.2018.3710.

Catalona WJ, Partin AW, Slawin KM, Brawer MK, Flanigan RC, Patel A, et al. – Use of the percentage of free prostatic-specific antigen to enhance differentiation of prostate cancer from benign prostatic disease. JAMA. 1998; 279:1542-7.

Carter HB, Ferrucci L, Kettermann A, Landis P, Wright EJ, Epstein JI, et al. -Detection of life-threatening prostate cancer with prostate-specific antigen velocity during a window of curability. J Natl Cancer Inst.2006; 98(21):1521-7.

Hori S, Blanchet, JS, McLoughlin J – From prostate-specific antigen (PSA) to precursor PSA (proPSA) isoforms: a review of the emerging role of proPSAs in the detection and management of early prostate cancer. BJU Int. 2013; 112:717–28.

Lazzeri M, Abrate A, Lughezzani G, Gadda GM, Freschi M, Mistretta F, et al. – Relationship of chronic histologic prostatic inflammation in biopsy specimens with serum isoform [−2] proPSA (p2PSA), %p2PSA, and prostate health index in men with a total prostate-specific antigen of 4–10 ng/ml and normal digital rectal examination. Urology. 2014;83: 606-12.

Loeb S and Catalona WJ – The Prostate Health Index: a new test for the detection of prostate cancer. Ther Adv Urol. 2014;6(2):74–7. doi: 10.1177/1756287213513488.

Wang W, Wang M, Wang L, Adams TS, Tian Y & Xu J – Diagnostic ability of %p2PSA and prostate health index for aggressive prostate cancer: a meta-analysis. Scientific reports 2014 | 4: 5012 |DOI:10.1038/srep05012.

Novembro/2018

Publicado em 14/11/2018

fonte SBPC/ML: http://www.sbpc.org.br/noticias-e-comunicacao/posicionamento-da-sbpcml-e-sbu-sobre-rastreio-de-cancer-de-prostata/

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Laborafe/PDC, acaba de conquistar de forma consecutiva nos últimos 27 anos a certificação máxima "EXCELENTE"

O Laboratório de Análises Clinicas da Unigranrio, o Laborafe/PDC, acaba de conquistar de forma consecutiva nos últimos 27 anos a certificação máxima "EXCELENTE" no Programa Nacional de Controle de Qualidade - PNCQ.



O Laborafe/PDC não para de crescer, hoje possui além do laboratório central, localizado no Campus I da Unigranrio em Duque de Caxias, mantém dois outros postos de coletas, um dentro da POLICLÍNICA DUQUE DE CAXIAS - PDC de Duque de Caxias e o outro nas dependências da  PDC da Barra da Tijuca, para o próximo ano (2019) já esta previsto a abertura de mais um posto de coleta do Laborafe/PDC, desta vez dentro do Campus da Unigranrio em Santa Cruz da Serra.

Foto: LABORAFE/PDC da Barra da Tijuca. 
A qualidade é fruto de constantes investimentos em tecnologias de pontas e de profissionais altamente qualificados, justifica o Prof. José Roberto Lannes Abib, que esta na direção do Laborafe/PDC há 27 anos.
Não podemos deixar de lembrar e agradecer aos profissionais que com dedicação, comprometimento e muito trabalho conquistaram esta certificação, meu muito obrigado a toda a família Laborafe/PDC. 

Farmacêuticos:

* Dra Alessandra Nascimento da Silva
* Dra Amanda de Melo Souza
* Dra Clarisse Macedo Mota
* Dra Gabriela de Oliveira Evaristo
* Dr José Roberto Lannes Abib
* Dra Jussara Braz de Oliveira
* Dra. Natalia Dantas do Vale de Lima
* Dra Rosangela Oliveira Damasceno

Biólogo:

* Carlos Eduardo Pontes Graça

Equipe de Apoio administrativo:

* Crislainy Alves de Barros 
* Raquel Venâncio Malheiros
* Sabrina Rangel Lima

Endereços :

* Campus I da Unigranrio, entrada pela Rua General Venâncio Flores S/N - TEL 2672-7728
* PDC Barra da Tijuca, Avenida Ayrton Senna, 3383 - Barra da Tijuca - TEL 3780-2500
* PDC Duque de Caxias, Avenida Brigadeiro Lima e Silva, 1783 - 25 de Agosto TEL: 3780-2500